“Era uma vez Oberón, o Rei dos Elfos, e Titânia, a Rainha das Fadas... Os dois supremos do Mundo Encantado se odiavam profundamente... Até o dia em que juraram um ao outro amor eterno...”
“O que te aflige minha estimada Senhora?” Perguntou Oberón.
Titânia que estava sentada em seu trono de vinhas e flores perfumadas olha-o. – “Meu querido Oberón, o tempo urge! Salamaiter jurou vingança, e apenas nossos esforços não são capazes de detê-lo.” – ela parecia triste, abatida. Seus olhos da cor de Jade brilhavam por não saber o que fazer. – “Temo pela segurança de...”
— Não tema, minha querida Titânia. Não deixarei que nada de mal aconteça a ti. Nem a ninguém! – Oberón segurou suas mãos com carinho. Era um homem forte, alto, longos cabelos lisos e negros. Tinha o rosto jovem e delicado como o da maioria dos elfos da Floresta. Tinha o peitoral definido nu, sob o manto vermelho, as manoplas douradas adornadas com pequenas Safiras. Calças marrons e botas de couro. Os olhos atualmente pensativos perante a preocupação da esposa.
— Não quero que nenhum mal aconteça a ela, meu querido marido. Temo por toda Mirror, mas também temo pela vida dela.
— Não se preocupe minha querida. Ela estará a salvo. Mas precisamos mandá-la para o mundo humano.
As lágrimas se projetaram nos olhos cristalinos de Titânia, e Oberón a abraçou acalentando seus soluços singelos. – “Não chore, minha Rainha. É o melhor para ela. Crescer entre os humanos, longe das intenções malignas de Salamaiter. Nós poderemos vigiá-la, e...” – ele mesmo, segurou um soluço e falou com a voz embargada. – “Nossa filha não crescerá no meio da guerra.”
História Narrada por: Puck, o Duende às 11:39 PM
É o Despertar...